que ficamos órfãos
das suas gargalhadas
do seu olhar meigo,
da sua voz de menina,
do cuidado com seus cabelos.
O tempo a fez mais feminina.
A saudade só aumenta.
Saudade da casinha azul,
a mais bonita da rua.
Amigos, dos 7 aos setenta,
vinham conversar no seu portão.
Uma história e uma prosa sua
garantia toda diversão.
Só peço ao bondoso Pai
que eu possa encontrá-la um dia
dentre o tesouro que junto no céu.
Sentir novamente o calor do seu colo e a benção da Virgem Maria,
minha mãe do céu amorosa.
Então, não haverá mais saudade,
nem despedidas no portão,
nem lágrimas, nem orfandade.