Na ânsia de amar
Amantes projetam-se
um no outro
Perdendo a
Individualidade
União que os
Destrói e afasta
Do mundo
Paixão perigosa
Que apaga e anula
Sua essência
Com o tempo
A lembrança deste amor
Machuca E o que
viveram só espelha
sofrimento
Os escritos de um poeta nem sempre são subjetivos; o que escrevo vem de uma inspiração, não necessariamente o que realmente sinto.
segunda-feira, 28 de outubro de 2019
domingo, 27 de outubro de 2019
JABUTICABAS
Da caixa carmim,
sorrindo pra mim,
a menina diz assim:
"Lembra da jabuticaba
a árvore tá carregada
e a cesta tá preparada".
Vestidinho de algodão,
sapatinho de botão,
cachinhos de montão.
Infância de verdade
com toda ingenuidade
teve pra sua idade.
Vem brincar,
Quequel!
sorrindo pra mim,
a menina diz assim:
"Lembra da jabuticaba
a árvore tá carregada
e a cesta tá preparada".
Vestidinho de algodão,
sapatinho de botão,
cachinhos de montão.
Infância de verdade
com toda ingenuidade
teve pra sua idade.
Vem brincar,
Quequel!
(resquícios de memória, da infância, na Fazenda Arassaqua, em Araruama/RJ)
AS MAÇÃS
Sobre a geladeira
muitas maçãs
me provocavam
proibido comer
placa invisível
Desejo de crescer
tirar a placa de antes
e me fartar do fruto
não permitido
O tempo trouxe
outros desejos
Quero amor
quero beijos
Sem placas
sem silêncios
sem desprezos
muitas maçãs
me provocavam
proibido comer
placa invisível
Desejo de crescer
tirar a placa de antes
e me fartar do fruto
não permitido
O tempo trouxe
outros desejos
Quero amor
quero beijos
Sem placas
sem silêncios
sem desprezos
POESIA
A poesia é colorida
Tem perfume
Que suaviza e acalma
É bálsamo que alivia
O peso da alma
A poesia tem o calor
Do sol e dos girassóis
E a suavidade
da lua e dos lírios
Você é a poesia
que nasceu pronta
Saudades sim
Até quando?
Tem perfume
Que suaviza e acalma
É bálsamo que alivia
O peso da alma
A poesia tem o calor
Do sol e dos girassóis
E a suavidade
da lua e dos lírios
Você é a poesia
que nasceu pronta
Saudades sim
Até quando?
quarta-feira, 9 de outubro de 2019
QUADRO VIVO
Amo esta tela
Vejo-a sempre
Num ângulo diferente
Passeio no barco
Atravesso a ponte
Ocupo uma mesa
Consumo massas
Vinhos italianos
Dou milho às aves
Ouvindo os sinos da igreja
Inalo o perfume das flores
Dou vida ao quadro
No hotel dos amores
Vejo-a sempre
Num ângulo diferente
Passeio no barco
Atravesso a ponte
Ocupo uma mesa
Consumo massas
Vinhos italianos
Dou milho às aves
Ouvindo os sinos da igreja
Inalo o perfume das flores
Dou vida ao quadro
No hotel dos amores
segunda-feira, 7 de outubro de 2019
SURTAR EM SILÊNCIO
Minhas crises
Mais desesperadoras
Acontecem quando
Surto em silêncio
Quando parece
Que existe
Um universo inteiro
Querendo sair
Do meu peito
Mas que por
Alguma razão
Desconhecida
Eu não seja
Capaz de dizer
O que preciso
Mais desesperadoras
Acontecem quando
Surto em silêncio
Quando parece
Que existe
Um universo inteiro
Querendo sair
Do meu peito
Mas que por
Alguma razão
Desconhecida
Eu não seja
Capaz de dizer
O que preciso
PALAVRAS VIAJANTES
O poeta não é
dono da poesia.
É um criador de
palavras viajantes.
Elas jorram do
seu âmago
iluminado
e deslizam
desde a nascente
até desaguar no mundo,
e seguir encantando
apaixonados
em muitas vidas
que socorre
numa viagem
sem despedida
porque nunca morre.
dono da poesia.
É um criador de
palavras viajantes.
Elas jorram do
seu âmago
iluminado
e deslizam
desde a nascente
até desaguar no mundo,
e seguir encantando
apaixonados
em muitas vidas
que socorre
numa viagem
sem despedida
porque nunca morre.
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